

Na doação de órgãos, informação parada pode significar tempo perdido. Em uma jornada na qual algumas horas podem influenciar a viabilidade de um transplante, não basta que os dados existam. É preciso que estejam disponíveis para quem precisa deles, no momento em que são necessários.
Enquanto uma equipe se prepara para um procedimento, outra pode conferir exames, organizar medicamentos ou verificar a disponibilidade de materiais. Em algum ponto dessa cadeia, alguém precisa saber o que já aconteceu, o que está pendente e qual é o próximo passo.
De acordo com a Central Nacional de Transplantes, o Brasil registrou 31 mil transplantes em 2025, um recorde histórico no país. O número representa crescimento de 21% em relação a 2022, quando foram realizados 25,6 mil procedimentos.

A distribuição dos principais procedimentos realizados em 2025 ajuda a dimensionar a complexidade da atividade. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, foram registrados:
Os números representam diferentes tipos de órgãos, tecidos e células. Por trás de cada procedimento existe uma cadeia de profissionais, equipamentos, informações e serviços que precisa funcionar de maneira coordenada.
O avanço dos transplantes também envolve logística. O transporte de órgãos e das equipes de captação e transplante conta com a participação do Ministério da Saúde, companhias aéreas e Força Aérea Brasileira (FAB).
Dentro do hospital, UTI, médicos, enfermagem, laboratório, diagnóstico por imagem, centro cirúrgico, farmácia, estoque, leitos, faturamento e administração precisam cumprir suas próprias etapas sem perder de vista o conjunto.
Em um hospital, uma informação raramente interessa a apenas um setor. Um registro feito pela equipe assistencial pode ser necessário, mais tarde, para enfermagem, laboratório, diagnóstico por imagem, centro cirúrgico ou gestão.
Quando esses dados ficam espalhados, surgem etapas que nem sempre deveriam existir: abrir outro sistema, procurar uma planilha, fazer uma ligação ou confirmar se determinado dado está atualizado.
Esse movimento pode parecer pequeno, mas se repete ao longo do dia. Em procedimentos complexos, como a doação e o transplante de órgãos, diferentes equipes participam de exames, avaliações e procedimentos em sequência. Por isso, a informação precisa estar disponível no momento certo.
Uma informação integrada no ambiente hospitalar não elimina a comunicação entre profissionais. Ela reduz, porém, a necessidade de utilizá-la para compensar dados fragmentados.
Histórico clínico, prescrições, solicitações de exames, evoluções e outros registros precisam estar organizados para que os profissionais encontrem o que procuram com segurança e agilidade.
O Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) reúne informações da jornada assistencial e oferece recursos como prescrições, solicitações de exames, assinatura digital e registros do atendimento.
Na doação de órgãos, essa organização ganha importância diante da quantidade de informações envolvidas e da atuação de diferentes equipes.
O objetivo não é apenas substituir o papel pelo digital, mas diminuir a distância entre a informação registrada e o profissional que precisa dela, mantendo os dados conectados ao fluxo de atendimento.

Na doação e no transplante de órgãos, exames, disponibilidade de leitos, preparação do centro cirúrgico, medicamentos, materiais e registros administrativos geram informações em diferentes pontos da instituição. O desafio é transformar esse volume de dados em uma visão que ajude a gestão a compreender o funcionamento hospitalar.
Por isso, o Data Analytics é fundamental nos processos clínicos. Desenvolvido pela healthtech brasileira Datasigh, o Datasigh Web é um sistema de gestão hospitalar e clínica que integra informações e processos assistenciais, administrativos e financeiros em um ambiente digital.
A partir dos dados produzidos pela instituição, seus recursos de Data Analytics permitem transformá-los em indicadores e dashboards, oferecendo à gestão informações para identificar pontos de atenção, analisar tendências e apoiar decisões.
Isso significa:
No dia a dia da doação de órgãos, essa visão ajuda a gestão a compreender como as áreas envolvidas funcionam e onde podem existir oportunidades de aprimoramento nos fluxos internos.
No centro cirúrgico, a organização começa antes da entrada do paciente. Sala, equipe, horário, medicamentos, materiais e equipamentos precisam estar preparados para que o procedimento aconteça conforme planejado.
Em situações relacionadas à doação e transplante de órgãos, essa coordenação ganha ainda mais relevância pela complexidade da atividade.
O Datasigh Web conta com recursos de gestão de Centro Cirúrgico, incluindo mapa cirúrgico, que ajudam a estruturar a programação dos procedimentos.
A gestão pode ser relacionada ainda aos materiais utilizados, com kits cirúrgicos e registro do consumo integrado ao estoque. Assim, informações que antes poderiam exigir controles separados passam a acompanhar a própria rotina do atendimento.
Medicamentos e materiais precisam estar disponíveis quando a assistência necessita deles. Para isso, farmácia e estoque precisam considerar movimentações, consumo e disponibilidade de acordo com as demandas dos procedimentos.
No Datasigh Web, essas áreas podem ser gerenciadas dentro do ambiente hospitalar, permitindo relacionar o consumo à assistência.
Mais do que saber o que está armazenado, essa organização ajuda a compreender como os recursos estão sendo utilizados, oferecendo à gestão informações para planejar melhor as necessidades da instituição.
Um exame começa na solicitação, passa pela realização e chega ao resultado utilizado pela equipe. Quando essas etapas ficam dispersas, o profissional precisa percorrer diferentes caminhos para reunir as informações.
O Datasigh Web possui recursos relacionados a RIS e DICOM, aproximando os dados de diagnóstico por imagem da jornada assistencial. Para a instituição, isso ajuda a reduzir pontos de ruptura entre as etapas e facilita o acesso às informações necessárias para dar continuidade ao atendimento.

Na captação e doação a corrida contra o tempo atravessa diferentes áreas do hospital. Informações clínicas, exames, registros assistenciais, preparação do centro cirúrgico, medicamentos e materiais precisam permanecer organizados enquanto a equipe avança de uma etapa para outra.
Na rotina de doação e transplante de órgãos, a rastreabilidade ajuda a responder perguntas concretas: o que já foi registrado? Quando determinada ação aconteceu? Qual informação estava disponível naquele momento? Que etapa veio depois?
Essa visão do histórico pode apoiar:
Quando essas informações permanecem conectadas ao fluxo hospitalar, diminui a necessidade de reconstruir manualmente o que aconteceu em cada etapa.
Para uma atividade tão sensível quanto a doação e o transplante de órgãos, informação organizada, rastreável e disponível entre os setores pode contribuir para uma atuação mais segura e coordenada.
Por isso, ao avaliar um sistema de gestão hospitalar, vale olhar além da quantidade de módulos. A questão é entender se a tecnologia consegue acompanhar a realidade da instituição e conectar as áreas que participam diariamente do cuidado.
O ERP hospitalar Datasigh Web reúne recursos para prontuário eletrônico, internação, gestão de leitos, centro cirúrgico, farmácia, estoque, diagnóstico por imagem, faturamento e indicadores em um mesmo ecossistema.
Para a instituição, isso significa contar com uma estrutura capaz de apoiar diferentes etapas do funcionamento hospitalar, sem depender de inúmeros softwares paralelos.
Entenda como essa integração pode funcionar no seu hospital. Solicite uma demonstração do Datasigh Web e veja como a plataforma pode se adaptar aos fluxos da sua instituição, conectar informações entre setores e dar mais visibilidade à gestão. Converse agora com um consultor.
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O que é doação de órgãos?
A doação de órgãos é o ato pelo qual partes do corpo de uma pessoa, como órgãos ou tecidos, são destinadas ao tratamento de outra pessoa, com o objetivo de restabelecer a função do órgão ou tecido doente. Segundo o Ministério da Saúde, podem ser doados rins, fígado, coração, pulmões, pâncreas, intestino, córneas, valvas cardíacas, pele, ossos e tendões. Alguns órgãos, como rim, parte do fígado, parte do pulmão e medula óssea, podem ser doados em vida.
O que preciso fazer para ser um doador de órgãos?
O mais importante é comunicar à família o desejo de doar. De acordo com o Ministério da Saúde, a legislação brasileira exige o consentimento familiar para a retirada de órgãos e tecidos destinados ao transplante. Não é necessário registrar essa vontade em documentos ou cartório: basta conversar com os familiares e deixar clara a intenção de ser doador.
Para quem vão os órgãos doados?
Os órgãos são destinados a pacientes que precisam de transplante e estão inscritos em uma lista de espera unificada e informatizada. A distribuição considera critérios técnicos, como tempo de espera, urgência, compatibilidade sanguínea e, quando necessário, compatibilidade genética e antropométrica. A Central Estadual de Transplantes utiliza um sistema informatizado para identificar os receptores compatíveis. Serviços e Informações do Brasil
O que acontece depois de autorizada a doação?
Depois da confirmação da morte encefálica e da autorização da família, o hospital mantém as condições necessárias para preservar os órgãos. A Central Estadual de Transplantes é comunicada, realiza os testes de compatibilidade e, por meio de um sistema informatizado, identifica os potenciais receptores. Em seguida, as equipes de transplante, junto à Central, organizam as medidas necessárias para a retirada dos órgãos, incluindo transporte, cirurgiões e pessoal de apoio. Depois da retirada, o transplante é realizado.
Fonte: Ministério da Saúde — Sistema Nacional de Transplantes, FAQ oficial.