DIU hormonal: como evitar glosas na nova regra da ANS

A partir de 1º de outubro de 2026, hospitais e clínicas que atendem pacientes de planos de saúde terão que se adaptar à nova regra da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A medida inclui o DIU hormonal entre os procedimentos de cobertura obrigatória em casos específicos. A novidade exige atenção ao registro assistencial, ao controle do dispositivo e ao faturamento hospitalar.

A Resolução Normativa nº 680/2026, aprovada pela ANS em 18 de setembro, atualizou o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. A norma vale para pacientes com endometriose que tenham contraindicação ou não adesão aos contraceptivos orais combinados (COC), conforme os critérios da DUT 175. 

Nova regra exige atenção às glosas

Médica analisa planilha no computador em consultório, usando o Datasigh para reduzir glosas médicas e otimizar o faturamento hospitalar por convênio médico e hospital.

A inclusão do DIU hormonal para pacientes com endometriose traz novos critérios de cobertura que precisam ser incorporados aos processos de atendimento e faturamento. Se os requisitos da ANS não forem observados ou os registros apresentarem inconsistências, a conta pode ser contestada pela operadora e gerar glosas hospitalares.

A glosa ocorre quando a operadora contesta, total ou parcialmente, um valor apresentado pelo prestador. Isso pode acontecer por divergências em procedimentos, materiais, documentação, autorizações ou regras contratuais.

Por isso, qualidade e consistência dos dados são fundamentais para o faturamento. O TISS (Troca de Informações na Saúde Suplementar) é o padrão obrigatório para a troca eletrônica de informações entre prestadores e operadoras. Os dados do atendimento, portanto, precisam estar corretos e alinhados antes do envio da conta.

Nesse processo, um sistema de gestão hospitalar integrado ajuda a conectar assistência, materiais, estoque e faturamento. A conferência dos dados antes da cobrança permite identificar inconsistências com antecedência.

É nessa integração entre diferentes setores que o Datasigh Web atua. Desenvolvido para centralizar, automatizar e unificar a gestão operacional, clínica e administrativa de hospitais, clínicas médicas e centros de diagnóstico por imagem, o sistema conecta áreas e permite:

  • Revisar a DUT 175 e os critérios de cobertura;
  • Conferir cadastros e procedimentos antes do faturamento;
  • Registrar o consumo do DIU e manter o estoque atualizado;
  • Auditar as informações da conta antes do envio à operadora;
  • Acompanhar glosas e seus motivos para identificar falhas recorrentes.

Antes de 1º de outubro, revisar esses processos ajuda a preparar a instituição para a nova regra da ANS. Com informações integradas, o hospital ganha rastreabilidade, reduz retrabalho e aumenta o controle sobre o faturamento e os recebíveis.

Regra do DIU também impacta o estoque hospitalar

Gestão de estoque de medicamentos em clínica, com farmacêutica de jaleco branco fazendo anotações em estoque de remédios e insumos hospitalares, com apoio do sistema Datasigh.

A nova regra da ANS também exige atenção à gestão de estoque hospitalar. Como o DIU hormonal está incluído na cobertura do procedimento, o hospital precisa controlar a entrada, a disponibilidade e o consumo do dispositivo. Por isso, essas informações podem ser relacionadas ao prontuário eletrônico do paciente (PEP) e aos registros necessários para o faturamento.

O desafio aumenta quando o controle do estoque e as informações assistenciais ficam separados. Sem rastreabilidade, a instituição pode ter dificuldade para identificar o DIU utilizado, seu lote, validade e vínculo com o procedimento realizado. Isso também dificulta a conferência da conta e aumenta o risco de divergências no faturamento.

É nesse ponto que a integração do Datasigh Web ajuda o gerente ou supervisor de almoxarifado e suprimentos. O sistema de gestão hospitalar registra, em tempo real, o consumo de materiais a partir dos procedimentos realizados. Com os dados centralizados, a equipe visualiza o que está disponível, o que já foi utilizado e o que precisa ser reposto, reduzindo controles manuais e o risco de rupturas no estoque.

Como reduzir as glosas de forma eficiente?

Para reduzir as glosas hospitalares de forma eficiente, a instituição de saúde precisa adotar uma estratégia integrada que une tecnologia, treinamento de equipe e processos de auditoria preventiva. A glosa raramente é um erro exclusivo do faturamento; ela reflete falhas que começam na recepção e passam pela assistência médica.

Para se preparar para a nova regra da ANS para procedimentos de cobertura obrigatória com DIU hormonal, o hospital pode revisar:

  • Critérios de cobertura: os processos internos estão alinhados à DUT 175?
  • Registro assistencial: as informações necessárias para sustentar o atendimento estão completas?
  • Procedimento: o lançamento corresponde ao que foi efetivamente realizado?
  • Material: o DIU utilizado está corretamente identificado e baixado do estoque?
  • Faturamento: os dados estão consistentes antes do envio à operadora?
  • Auditoria: existem mecanismos para identificar divergências previamente?
  • Glosas: os motivos das negativas são monitorados para corrigir falhas recorrentes?

Instituições de saúde que escolhem o licenciamento de uso do sistema Datasigh Web passam a usufruir do Ciclo de Receita Inteligente. A funcionalidade da plataforma de gestão hospitalar prevê com clareza inconsistências nas cobranças antes que elas cheguem à operadora. 

O sistema também oferece conferência de guias e elegibilidade, faturamento adequado ao padrão TISS/ANS, auditoria, conciliação automática de faturas e gestão de glosas e recursos. Assim, a instituição consegue identificar inconsistências antes do envio da conta, reduzir retrabalho e proteger os recebíveis. 

Além das funcionalidades, o Datasigh Web tem suporte técnico completo durante a migração dos sistemas e conta com API aberta, facilitando a integração com outras plataformas de saúde. Soma-se a isso a curva de aprendizado rápida, o que ajuda as equipes a incorporarem a tecnologia à rotina com menos entraves.

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Datasigh

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Perguntas frequentes sobre Sistema de Gestão Hospitalar

O que é a Datasigh?

A Datasigh é uma healthtech brasileira, sediada em Vitória (ES), especializada em soluções de tecnologia para a gestão da saúde. Há mais de 25 anos no mercado, oferece o Datasigh Web, um Sistema de Gestão Hospitalar que integra processos clínicos, administrativos e financeiros em uma única plataforma.

O que é um Sistema de Gestão Hospitalar?

É uma solução tecnológica que integra processos clínicos, administrativos e financeiros de uma instituição de saúde. Um HIS (Hospital Information System) pode reunir prontuário eletrônico, atendimento, internação, diagnóstico, farmácia, estoque, faturamento, financeiro e indicadores.

Qual é a diferença entre HIS e ERP hospitalar?

O HIS (Hospital Information System) é voltado à integração dos processos e informações hospitalares. O ERP hospitalar concentra principalmente processos administrativos, financeiros e de gestão. Uma plataforma completa pode reunir características dos dois.

Um prontuário eletrônico é suficiente para administrar um hospital?

Não necessariamente. O prontuário eletrônico hospitalar é essencial para organizar as informações clínicas, mas a gestão hospitalar envolve também atendimento, internação, diagnóstico, estoque, farmácia, faturamento, financeiro, leitos e indicadores. A integração entre essas áreas é o que amplia o alcance da tecnologia.

O que avaliar antes de contratar um software para hospital?

É importante avaliar integração entre módulos, segurança, LGPD, interoperabilidade, infraestrutura, escalabilidade, usabilidade, implantação, suporte e capacidade de gerar indicadores para a gestão.

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