

A sepse é uma condição grave e tempo-dependente. Em um atendimento de emergência, reconhecer rapidamente os sinais de alerta, avaliar o paciente e iniciar as medidas previstas nos protocolos assistenciais são etapas que podem fazer diferença na evolução do quadro.
O desafio, porém, não está apenas na rapidez da equipe. Está também na rapidez com que ela consegue acessar, interpretar e compartilhar as informações necessárias para o atendimento.
Em hospitais, dados clínicos podem envolver prontuário, resultados de exames, prescrições, medicamentos e registros de diferentes setores. Quando essas informações estão fragmentadas, aumenta o número de etapas entre o dado e a decisão. Quando estão organizadas, o fluxo tende a ser mais direto.
Sepse é uma resposta desregulada do organismo a uma infecção que provoca disfunção de órgãos e pode evoluir rapidamente para um quadro grave. O choque séptico é a forma mais grave da sepse, caracterizada por alterações circulatórias e metabólicas associadas a maior risco de morte. Por isso, a identificação precoce, a avaliação clínica e o início oportuno das medidas previstas nos protocolos assistenciais são fundamentais.
Um estudo brasileiro publicado na Revista Brasileira de Terapia Intensiva ajuda a dimensionar a relevância do problema. O chamado Estudo Sepse Brasil acompanhou pacientes em UTIs em diferentes regiões do país. Dos 3.128 pacientes avaliados, 521 apresentavam sepse. A mortalidade em 28 dias foi de 46,6%; entre os pacientes classificados com choque séptico, chegou a 65,3%.
A importância da padronização aparece também em documentos institucionais. O Instituto Nacional de Cardiologia, ligado ao Ministério da Saúde, possui um Protocolo de Sepse criado para implementar uma rotina de reconhecimento precoce, avaliação e tratamento de pacientes com sepse e choque séptico, com o objetivo de reduzir desfechos negativos e melhorar a qualidade da assistência.
Protocolos têm justamente essa função: transformar conhecimento clínico em um processo organizado. Em vez de depender apenas de decisões individuais diante de uma situação crítica, a instituição estabelece previamente quais etapas devem ser observadas e como a equipe deve conduzir o atendimento.
Contudo, um protocolo só é útil se a informação necessária para executá-lo estiver disponível no momento em que a equipe precisar dela.

Em uma situação de suspeita de sepse, a equipe pode precisar consultar rapidamente o histórico clínico, acompanhar resultados de exames, verificar prescrições e acessar informações produzidas por diferentes setores.
Quando esses dados estão fragmentados, o profissional precisa percorrer diferentes ambientes para reconstruir o quadro do paciente. Um prontuário eletrônico estruturado e integrado pode ajudar a concentrar essas informações no fluxo assistencial, reduzindo etapas desnecessárias.
É nesse ponto que um sistema de gestão hospitalar e clínica pode apoiar a operação. O ERP Datasigh Web disponibiliza o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) unificado, histórico clínico estruturado, protocolos clínicos personalizados e alertas assistenciais. A plataforma também informa integração com RIS e PACS, além de recursos para prescrição digital e requisição de exames.
Na prática, um sistema de gestão hospitalar pode contribuir para:
Isso não significa que o sistema diagnostique sepse, determine condutas ou substitua a avaliação dos profissionais. A definição dos protocolos continua sendo uma decisão institucional e clínica, baseada nas diretrizes adotadas pela organização.
O papel da tecnologia é oferecer infraestrutura para organizar informações e processos, facilitando o acesso aos dados no momento em que eles são necessários.

A resposta à sepse envolve diferentes profissionais e setores, como laboratório, diagnóstico por imagem, enfermagem e farmácia. Para que esse processo funcione de forma coordenada, as informações precisam permanecer acessíveis ao longo das diferentes etapas do atendimento.
Na farmácia hospitalar, por exemplo, rastreabilidade e integração podem contribuir para uma operação mais organizada. O Datasigh informa recursos para rastreabilidade de medicamentos, controle de estoque e validade, além de integração com o prontuário e outros processos.
Em uma situação de emergência, essa organização pode facilitar o acompanhamento das movimentações e reduzir a dependência de controles paralelos.
A documentação clínica é outro ponto em que a tecnologia pode apoiar a rotina. O Datasigh informa que seu PEP conta com inteligência artificial para documentação clínica e transcrição de atendimentos.
Entre as possibilidades estão:
É importante destacar que a inteligência artificial atua como apoio à documentação, e não como substituta da análise ou da decisão do profissional de saúde. A validação das informações e as condutas clínicas continuam sob responsabilidade da equipe.
Para as instituições de saúde, organizar processos relacionados à segurança do paciente não é apenas uma escolha de eficiência. Existe também uma dimensão regulatória. A RDC Anvisa nº 36/2013 determina a criação do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) nos serviços de saúde abrangidos pela norma.
Ela também estabelece a elaboração de um Plano de Segurança do Paciente, com ações de identificação, análise, avaliação, monitoramento e comunicação dos riscos. Entre os pontos previstos estão a implementação de protocolos e a segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos.
Tudo isso segue avançando para os próximos anos. A Anvisa publicou o Plano Integrado para Gestão Sanitária da Segurança do Paciente em Serviços de Saúde 2026–2030, com foco no fortalecimento da gestão de riscos, na qualidade assistencial, na notificação e investigação de incidentes e eventos adversos. A agência também ampliou, em 2026, a possibilidade de autoavaliação nacional das práticas de segurança para hospitais sem UTI.
Ao mesmo tempo, o Brasil avança na interoperabilidade. A Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) é a plataforma oficial do Ministério da Saúde para conectar sistemas de saúde e permitir o compartilhamento padronizado de informações.
Para hospitais e demais serviços de saúde, isso significa que digitalização é muito mais do que substituir papel por computadores. É preciso pensar em sistemas robustos que entreguem:
Contudo, a tecnologia é apenas uma parte da equação. A segurança do paciente depende de processos bem definidos, equipes preparadas, dados confiáveis e uma cultura institucional preditiva.
Na sepse, esse princípio ganha uma dimensão particularmente clara: a tecnologia não impede que a doença aconteça, nem substitui o diagnóstico ou o tratamento. Mas pode ajudar a instituição a construir um ambiente em que a informação esteja organizada, acessível e conectada aos processos ligados ao paciente internado.
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1. Como o Datasigh Web ajuda a reduzir o retrabalho das equipes de saúde?
O Datasigh Web integra assistência, processos administrativos e gestão financeira em um único ambiente. Com os dados conectados, a instituição reduz a dependência de controles paralelos, registros duplicados e conferências manuais. As informações geradas na assistência podem alimentar os processos administrativos, financeiros e analíticos, reduzindo rupturas e inconsistências na operação.
2. O Datasigh Web permite automatizar processos em clínicas e hospitais?
Sim. A plataforma oferece automação de rotinas e integra processos de áreas como atendimento, prontuário eletrônico, faturamento, financeiro, estoque e farmácia. Entre os recursos estão agendamento inteligente, confirmação de consultas e exames, atendimento automatizado via WhatsApp, faturamento integrado aos dados assistenciais e gestão financeira com conciliação bancária automatizada.
3. Como a integração de informações pode melhorar a rotina dos profissionais de saúde?
O Datasigh Web centraliza informações clínicas, operacionais e administrativas e conecta sistemas como EMR, HIS, LIS, RIS e PACS. Na prática, isso permite que os dados circulem entre os processos da instituição, reduzindo a necessidade de buscar informações em sistemas isolados e dando às equipes e gestores acesso a dados atualizados. A plataforma também disponibiliza indicadores em tempo real para acompanhar produtividade e desempenho.